Uma operação baptizada com o nome “Cantoneiro” desmantelou um negócio de prostituição, sendo identificados, pela Polícia Judiciária (PJ), quatro homens, todos com antecedentes criminais, por suspeita dos crimes de tráfico de pessoas e lenocínio. Um dos indivíduos é residente em Águeda, sendo os outros três da Figueira da Foz, Montemor e Coimbra. O líder do grupo acabou mesmo por ser detido.
Os suspeitos têm idades compreendidas entre os 49 e os 50 anos, sendo que o alegado cabe-cilha da rede foi condenado pelo Tribunal de Aveiro a uma pena de 17 anos e, quando saiu da prisão, em finais de 2005, terá entendido “recuperar” o negócio.
Ainda em liberdade condicio-nal, o suspeito - único detido pela PJ - ter-se-á aliado a dois dos antigos comparsas, um da zona de Albergaria/Águeda e outro da Fi-gueira da Foz, envolvendo um quarto homem, de Coimbra.
Vasta rede de prostituição
Os quatro homens, cada um com a sua função, seriam responsáveis por uma rede de prostituição, que operava em locais tão diferenciados como Albergaria-a-Velha, Águeda, Mealhada, Luso, Figueira da Foz e Condeixa-a-Nova.
As vítimas, mulheres portu-guesas e estrangeiras, prostituíam- -se na beira da estrada e segundo comunicado emitido pela PJ eram “controladas” pelos quatro.
Os homens estavam a ser seguido há vários meses, já antes do Verão, tendo culminado agora, a investigação da PJ, com a identificação e detenção dos responsáveis.
De acordo com fonte ligada à investigação, cada um dos homens seria responsável por determinado espaço territorial. Eram eles que, todos os dias, logo pela manhã, iam buscar as mulheres às pensões ou casas onde ficavam insta-ladas e as levavam para as estra-das de Albergaria, Águeda, Luso, Mealhada, para o IC3, entre Con-deixa e Penela, ou ainda para as estradas da zona da Leirosa, na Figueira da Foz, ou entre Figueira, Tocha e Aveiro, recolhendo-as, também, ao final do dia, bem como ao dinheiro que faziam.
Algumas romenas - que se co-locavam na beira da estrada de alguns dos locais “demarcados” pelos suspeitos, que exigiam a sua “licença” - acabaram por ser convencidas a “trabalhar” para o quarteto, tendo actuado especialmente nas zonas do Luso e Mea-lhada, juntando-se ao grupo de portuguesas, a maioria das quais na casa dos 30 anos, que já esta-vam a cargo da organização.
Foi então decidido levar a ca-bo uma operação especial chamada “Cantoneiro”. Os suspeitos foram abordados e identificados, tal como algumas vítimas. Reali-zaram-se ainda algumas buscas, que terminaram com a apreensão de “armas proibidas, documentos e outros artigos relacionados com actividade delituosa do grupo”, lê- -se no comunicado da PJ.
O detido vai ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de co-acção tidas por convenientes.
GNR detém mulher ilegal
Na freguesia de Sangalhos, conce-lho de Anadia, uma mulher de 46 anos, de nacionalidade brasileira, foi detida, na noite do dia 10, pela GNR local, por não estar legal.
A suspeita foi “apanhada”, du-rante uma acção de fiscalização a um estabelecimento de diversão nocturna, em Sangalhos.
Na mesma noite, uma outra mulher, mas com 38 anos, foi também identificada e notificada para comparecer nos Serviços de Es-trangeiros e Fronteiras (SEF) de Santarém, onde já tem a decorrer um processo. Sem residência co-nhecida, a mulher estava já notificada anteriromente e por ter sido detida outra vez ficou notificada para comparecer no SEF de Santa-rém, onde decorre o processo.
De acordo com fonte policial, a identificação e a detenção das mu-lheres aconteceu depois da GNR ter efectuado diligências junto do SEF.
Quanto à mulher de 46 anos, que reside em Peso da Régua mas trabalha, alegadamente, em San-galhos, foi presente no dia se-guinte, dia 11, na Comarca do Bai-xo Vouga - Tribunal de Anadia, sendo decretado, pelo Juiz de Ins-trução, que abandonasse o país nos próximos 20 dias.