O Verão apareceu quente, com temperaturas a atingirem quase os 40 graus no centro do país e logo apareceram os fogos.
Não é só o calor o responsável pelos incêndios, embora seja um dos causadores, mas se não houver incendiários, que vão queimando o país, sem que as autoridades os identifiquem, ou, se apanhados são logo soltos, os incêndios seriam muito menores.
Há que vigiar as florestas, mas há que limpar os terrenos e há que estabelecer regras na plantação, para defesa das próprias árvores.
Portugal deixou de ser um país “essencialmente agrícola” e a reflorestação deu lugar ao cultivo diário da terra, mas se não se tomarem medidas desde o início das plantações até ao corte de árvores, de pouco valerá esse investimento no novo Portugal florestal.
Gastam-se milhões de euros no combate aos incêndios, mas deve-se começar pelo início, que é educar. Saber plantar, e ter regras de protecção à floresta são medidas que devem ser implementadas pelo Ministério da Agricultura.
Portugal não tem petróleo mas uma floresta bem plantada, bem conservada e defendida trará riqueza tão necessária aos portugueses.
Dr. Horácio Marçal